segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Moradia eterna

Todos de branco caminhando juntos em um campo verde, serenos conversam, calmos sentam-se sob as sombras de árvores frondosas e floridas. Não se vê dor, sofrimento. Somente paz. Caminho, sento e reflito. Olhos fechados percebo que o que me corroía se foi, a dor, a exaustão sumiram e a calmaria do coração se torna plena. Quando abro os olhos uma figura alta, serena, de cabelos negros, pele branca e voz serena me chama para caminha junto a ele. Me fala que agora não estou mais sofrendo, que a minha missão já havia acabado e que o terreno ficou para trás. Dialogamos por um bom tempo e, como uma raio que vai de encontro com o chão, lhe pergunto: E os que ficaram? como estão? sofrem? a resposta vem com um sorriso e uma curta frase. Tudo ao seu tempo. Me calo e continua a caminhar sozinho. Diante de um lago límpido e uma brisa fresca se ajoelho e oro, metido e me elevo. Ai que começou a minha história, ficou para trás a dor, a inveja, a dó.